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Falta de colágeno: sintomas silenciosos e como tratar

Dermatologista detalha os fatores e possibilidades de tratamento para perda de colágeno

Por Ana Luiza Bezerra 27 jan 2026, 17h02
Rosto de mulher madura com pele natural e expressão serena, ilustrando os sinais da perda de colágeno, como flacidez e linhas de expressão, tema abordado em matéria sobre envelhecimento da pele e estímulo de colágeno
A partir dos 25 anos é possível perceber os primeiros sinais (Freepik/Reprodução)
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Em uma época em que os cuidados com a pele se tornaram um dos principais segredos para a juventude, surgem muitas dúvidas sobre como manter o aspecto viçoso e quando é o momento certo de considerar intervenções estéticas.

Um dos temas que mais gera questionamentos é a perda de colágeno, que muitas vezes acontece de forma silenciosa e vai muito além do surgimento de pequenas rugas. Segundo Renata Eid, dermatologista da Clínica Bels e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), a partir dos 25 anos ocorre uma perda natural de cerca de 1% de colágeno ao ano.

“A perda de colágeno é um processo silencioso que começa internamente muito antes de vermos a primeira ruga profunda. Quando o paciente nota o ‘derretimento’ facial, já estamos lidando com uma defasagem estrutural significativa”, explica a especialista.

Quais são os principais sinais da perda de colágeno?

De acordo com a dermatologista, alguns sinais costumam indicar que a pele já está sofrendo com a diminuição dessa proteína essencial:

  • Perda do contorno mandibular: o rosto parece “derreter”, com menos definição da linha da mandíbula.
  • Aumento da porosidade e textura craquelada: a pele perde firmeza e capacidade de reter umidade.
  • Sulcos aprofundados: o conhecido “bigode chinês” e as linhas de marionete tornam-se mais evidentes.
  • Flacidez da pele: a pele demora mais para retornar ao lugar após movimentos ou pressão.
Rosto de mulher madura com pele natural e expressão serena, ilustrando os sinais da perda de colágeno, como flacidez e linhas de expressão, tema abordado em matéria sobre envelhecimento da pele e estímulo de colágeno
O colágeno representa cerca de 30% das proteínas totais do organismo (Freepik/Reprodução)
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É possível atrasar a perda de colágeno?

Renata explica que a perda natural do colágeno não pode ser totalmente evitada, mas alguns fatores externos aceleram esse processo. Entre os principais estão:

  • tabagismo;
  • exposição solar sem proteção;
  • alimentação desequilibrada;
  • estresse crônico.

Controlar esses fatores já ajuda a preservar a estrutura da pele por mais tempo.

O que fazer em casos mais avançados?

Quando a perda de colágeno já é mais evidente, a dermatologista recomenda uma abordagem combinada, unindo bioestimuladores de colágeno e tecnologias de última geração:

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  • Bioestimuladores injetáveis (como Sculptra, Elleva e Radiesse): substâncias que provocam uma resposta inflamatória controlada, estimulando o organismo a produzir novas fibras de colágeno.
  • Liftera: ultrassom micro e macrofocado que atua em camadas profundas da pele, incluindo o SMAS, promovendo efeito de lifting imediato e progressivo.
  • Lavieen: laser de Thulium que melhora a textura da pele e auxilia na regeneração da derme superficial.
  • Protocolos híbridos: combinação personalizada de injetáveis e aparelhos no mesmo dia, potencializando resultados com menos sessões.

A especialista reforça que os tratamentos modernos não têm como objetivo transformar o rosto, mas restaurar sua estrutura e vitalidade. “Falar sobre colágeno hoje é falar sobre longevidade. Não se trata apenas de vaidade, mas de manter a integridade da barreira cutânea e a sustentação necessária para envelhecer bem. Quanto antes iniciarmos o estímulo preventivo, mais natural e elegante será o processo”, conclui Renata Eid.

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