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Carine Roos, CEO da Newa, usa a tecnologia para promover mudanças sociais

A consultora e especialista Carine Roos trabalha para que empresas sejam mais inclusivas e humanizadas

Por Beatriz Lourenço
10 jan 2025, 10h00
Ainda existe machismo no ambiente de trabalho?
Carine luta por um ambiente de trabalho equitativo e justo (MIKA NANBA/CLAUDIA)
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Quem está por trás das inovações tecnológicas e para quem elas são desenvolvidas? Esse é o centro das reflexões de Carine Roos, uma das maiores referências em inovação, diversidade e liderança feminina no Brasil. CEO da Newa, especializada em auxiliar organizações na implementação de práticas inclusivas, ela construiu uma trajetória pautada pela promoção de mudanças sociais.

Sua atuação se destaca especialmente pela criação de projetos e metodologias que não apenas ampliam a equidade dentro das empresas, mas também geram impactos positivos e duradouros na cultura corporativa.

Após se formar nos cursos de ciências sociais e jornalismo, Carine iniciou a carreira no setor de comunicação em tecnologia. Lá, durante o dia a dia, identificou uma realidade bastante incômoda: a predominância masculina e a exclusão sistemática das mulheres.

“Em reuniões, as ideias que eu dava não eram validadas. Quando um colega homem repetia, todo mundo ouvia com atenção. Eu era frequentemente interrompida e me sentia solitária”, relembra. “Ao ouvir outros relatos semelhantes, a ficha caiu.”

Com a necessidade de mudar essa dinâmica, ela fundou o MariaLab, uma iniciativa sem fins lucrativos voltada para discutir o pensamento feminista no ambiente digital. A proposta era abordar questões como cibersegurança, privacidade de dados e assédio.

A organização rapidamente ganhou visibilidade, chamando a atenção de corporações interessadas em criar programas para sensibilizar equipes sobre esses temas. Assim surgiu a Newa, que desenvolve treinamentos, mentorias e conteúdos para ajudar os times a se tornarem mais inclusivos, promovendo espaços de trabalho diversificados e colaborativos.

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“Em um dos nossos maiores clientes, fizemos um desenvolvimento com 400 mulheres dentro da organização. Depois, criamos nove turmas de uma imersão chamada ‘liderança humanizada’ para trabalhar competências de escuta, empatia, compaixão e segurança psicológica”, conta. “Com isso, o local fica mais acolhedor.”

Tecnologia como ferramenta de inclusão

Atualmente, um dos temas que mais tem tomado proporção para Carine é o pensamento estratégico sobre a Inteligência Artificial (IA), o grande assunto do momento.

A CEO explica que é necessário questionar e repensar os impactos sociais dessa tecnologia, pois ela não é neutra: sua base de funcionamento são dados que refletem a nossa cultura — ou seja, cheia de estereótipos de gênero, raça e classe.

“Se desenvolvemos tecnologias com dados enviesados, perpetuamos visões parciais e limitadas do mundo. Por exemplo: se pedimos para o Chat GPT mostrar uma pessoa de sucesso, vai aparecer um homem branco vestindo um paletó”, alerta.

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A especialista destaca ainda que, embora a IA ofereça avanços significativos em produtividade e eficiência, sua aplicação sem um olhar ético pode amplificar desigualdades e discriminações estruturais. 

Essa visão reforça a importância de responsabilizar os desenvolvedores e usuários para garantir que a tecnologia seja uma ferramenta de inclusão e justiça, e não de reforço das disparidades existentes.

Nesse sentido,  defende ativamente a regulamentação da internet. Segundo ela, se há alguns anos nós olhávamos as redes sociais como centros participativos, hoje há uma demanda para que elas estejam a serviço de todas as pessoas. 

Carine também é palestrante e autora, levando suas experiências e aprendizados para eventos nacionais e internacionais. Seu objetivo é mostrar que a diversidade não é apenas uma questão moral, mas também uma estratégia essencial para inovação e sucesso no mercado global.

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Ao destacar histórias inspiradoras e dados que comprovam os benefícios da igualdade, ela motiva líderes a repensarem suas práticas e políticas empresariais. “Hoje, meu trabalho é fortalecer as mulheres. Não vejo outro caminho porque o machismo não vai deixar de existir. Desigualdades vão continuar acontecendo, mas se a gente conseguir se apoiar e se fortalecer, vamos conseguir mudar os espaços de poder.”

“Meu trabalho é fortalecer as mulheres. Não vejo outro caminho porque o machismo não vai deixar de existir”

Carine Roos

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