Como organizar as finanças e ter um 2025 com saldo positivo?
Que tal promover releituras de hábitos para não faltar dinheiro no bolso em 2025?

Eu ainda me lembro, quando criança, do gosto horrível da cebola crua das saladas da casa dos meus pais. Também me recordo da textura repulsiva, do ‘crec’ que ouvia junto com a mordida. A lembrança tem cheiro, chega a irritar. Passada a infância e a adolescência catando pedacinhos de cebola no prato, do alto do meu adultismo resolvo dar uma chance ao digníssimo bulbo.
Comecei com uma cebola assada, com as bordas meio queimadinhas, que junto com o pedaço de carne ficou deliciosa. Hummm! A encontro novamente em um churrasco, dessa vez assada na brasa. De novo, me deleito. Vou abrindo espaço para outras receitas, e ela já não é mais uma figura estranha para mim. Hoje como até mesmo vinagrete — e amo ceviche, repleto delas e, ainda por cima, cruas. Ora, (ce)bolas.
Novos hábitos é o que desejo para mim nos próximos doze meses deste ano. Quantas vezes não deixamos de experimentar alguma coisa — na mesa ou na vida — por causa de uma má experiência ou um preconceito antigo? Estar aberto ao novo pode dar um significado diferente a algo do passado. Assim, entre cebolas e reflexões, me pergunto: quantos hábitos financeiros carrego hoje que talvez precisem passar por uma nova forma de cozinhar?
Falo, por exemplo, daquele vício de evitar olhar o extrato bancário — como se ignorar o problema fosse fazê-lo desaparecer. Ou do hábito de comprar por impulso, empurrando mais um item no carrinho, enquanto uma voz interna diz: “Você merece, é só uma vez”. Mas será que é só uma vez? Ou será que isso tem custado caro?
Assim como aprendi a gostar de cebola ao dar uma nova chance, também percebi que cuidar do meu dinheiro não precisa ser um castigo. É, ao contrário, um ato de liberdade. Estabelecer um orçamento, por exemplo, pode parecer tão indigesto quanto uma cebola crua para quem nunca tentou.
Experimente assar o hábito aos poucos: comece separando 10 minutos por semana para organizar seus gastos. Tempere com metas que realmente te façam brilhar os olhos — uma viagem, um curso, um sonho antigo que ficou para trás. Economize, junte, realize. E, de repente, o que era chato vira saboroso, quase irresistível.
Não acredito em simpatias para atrair dinheiro rápido no Ano Novo, nem mesmo nas mais comuns, como se banhar com sal grosso ou decorar a casa com um vaso de água com flores brancas e três moedas douradas. O que mais creio, ou quero crer, é em ousadia, coragem e persistência.
Portanto, neste novo ano, seguirei ousando: no prato, no bolso e na vida. Menos caretas para aquilo que parece complicado e mais coragem para experimentar novas receitas. Se cebola assada me ganhou, quem sabe um investimento diferente, uma aposta em algo novo, não pode fazer o mesmo?
Que 2025 seja por aí um ano de ousar provar, de deixar de lado a resistência e aprender que o novo — ou o que parecia insuportável no passado — pode se transformar. Afinal, até cebola crua é capaz de ganhar um novo valor.
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