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Pandemia mata mais mães pretas e pardas do que brancas

O Mapa da Desigualdade aponta ainda que em setembro deste ano mais pessoas negras morreram por Covid-19 do que pessoas brancas

Por Da Redação
27 out 2021, 15h42 • Atualizado em 27 out 2021, 17h05
mulher negra
 (Fabio Teixeira/NurPhoto/Getty Images)
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  • O “Dia Nacional de Mobilização Pró-Saúde da População Negra” é celebrado nesta quarta-feira (27), a data foi criada para chamar atenção para a vulnerabilidade sofrida por essas pessoas. Dados apontam que pretos e pardos correspondem ao maior número de vítimas da pandemia de Covid-19.

    Segundo o Mapa da Desigualdade, realizado pela Rede Nossa São Paulo, em setembro deste ano, 47,6% das mortes entre a população negra ocorreram por causa da Covid-19, entre pessoas brancas esse número fica em 28,1%.

    O levantamento avaliou também a taxa de mortalidade de brancos e negros em diferentes bairros da cidade de São Paulo. A pesquisa aponta que pessoas negras morreram mais em decorrência do coronavírus mesmo nos bairros mais ricos da cidade.

    O Itaim  Bibi, um dos bairros mais ricos da capital paulista, registrou 1,7 vezes mais mortes por Covid-19 de negros do que de brancos, mesmo sendo uma região de menor vulnerabilidade socioeconômica.

    Mortalidade entre mulheres negras

    A taxa de mortalidade materna é maior entre mulheres pretas e pardas. Dos 1.204 óbitos por Covid-19 registrados em 2020 e 2021, 56,2% foram de mulheres negras. Dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgados em maio deste ano, apontam que o risco de morte entre essa população foi quase duas vezes maior do que entre as mulheres brancas.

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    A Fiocruz aponta no levantamento que “brasileiras negras ainda têm menos chances de passar por consultas ginecológicas e de pré-natal, são as que mais peregrinam até conseguir vaga numa maternidade para dar à luz e recebem com menos frequência recursos para alívio da dor durante o parto ou mesmo anestesia”.

    As limitações de acesso e disponibilidade de recursos para realizar pré-natal, parto e puerpério estão diretamente ligadas a mortalidade materna.

    “As estatísticas expõem a vulnerabilidade estrutural das mulheres negras no Brasil, onde esse grupo é historicamente mantido em desvantagens. Em 2019, antes da pandemia, mais de 65% dos óbitos maternos foram de mulheres negras, contra 30% de brancas, de acordo com o Ministério da Saúde”, analisou, em nota, a Sociedade Brasileira pela Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (Sobrasp).

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    Em 2018, antes da pandemia, a desigualdade entre mulheres brancas e negras já era gritante. Segundo dados do Ministério da Saúde, na época, 65% dos óbitos maternos foram de mulheres negras, contra 30% de brancas.

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