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Pix vai ser taxado? Nath Finanças desmente fake news e explica a fiscalização

O anúncio da Receita Federal gerou confusão. Entenda de uma vez por todas o que muda e quando se preocupar

Por Beatriz Lourenço
Atualizado em 15 jan 2025, 17h07 - Publicado em 15 jan 2025, 14h00
Nath Finanças dá dicas de empreendedorismo para mulheres
Nath Finanças dá dicas de empreendedorismo para mulheres (Divulgação/Divulgação)
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A mudança de regras anunciada pela Receita Federal envolvendo o Pix gerou inúmeras dúvidas e confusões. Diversas postagens nas redes sociais insinuaram que as transações seriam taxadas e a fiscalização das contas bancárias seria maior – gerando uma onda de desinformação e abrindo portas para o cibercrime.

Após entender a dificuldade de combater as fake news, o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, anunciou, nesta quarta-feira (15), que as novas diretrizes serão revogadas. “Vamos revogar ato da Receita que mudou valores para monitoramento de movimentações financeiras. Pessoas inescrupulosas distorceram e manipularam o ato normativo da Receita Federal prejudicando milhões de pessoas, causando pânico principalmente na população mais humilde”, afirmou, em coletiva de imprensa.

O que aconteceu de fato?

A Receita Federal atualizou o sistema de coleta de informações existente há mais de 20 anos. O monitoramento de movimentações bancárias já existia. Mas, agora, as instituições digitais serão obrigadas a se reportar ao órgão.

“Bancos e instituições digitais como Nubank, PicPay, 99 Pay e PagSeguro, por exemplo, não estavam na norma. Agora, eles passam a se reportar para a Receita”, explica Nath Finanças.

A portaria da Receita Federal estabelece um monitoramento de movimentações globais acima de R$ 5 mil por mês, no caso de pessoas físicas, e R$ 15 mil mensais, no caso de pessoas jurídicas.

Não há detalhamento de origem ou destino. É preciso lembrar que os cartões de crédito e depósitos já eram monitorados quando os valores excediam em R$ 2 mil para pessoa física e R$ 6 mil para pessoa jurídica.

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Na prática, nada muda. Os usuários podem continuar usando o sistema da mesma forma. As novas regras entraram em vigor no dia 1º de janeiro deste ano.

“A Receita Federal não tem nenhum interesse em saber o detalhamento, quantos PIX você recebeu e quem passou para você, onde você gastou o dinheiro. Nada disso é informado”, assegura o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, em nota. 

Medidas do Pix permitirão que as instituições financeiras tomem ações em caso de transações suspeitas

Vou ser taxada?

Não. Realizar transferências não implicam em cobranças diretas. Porém, se você recebe um salário maior de R$ 5 mil, lembre-se de preencher a declaração de Imposto de Renda (IR) com os valores recebidos.

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Devo me preocupar?

Com a medida, a Receita Federal evita inconsistências que poderiam fazer contribuintes caírem na malha fina injustamente e melhora a identificação de movimentações que podem estar ligadas a crimes financeiros.

“Isso é bom para o contribuinte, porque diminui a chance de passar por fiscalização e também é bom para a Receita Federal, porque ela pode focar a sua energia em quem realmente precisa ser fiscalizado”, reforça Barreirinhas.  

“Se você faz tudo certinho e paga os seus impostos corretamente, não vai passar por nenhuma dificuldade. A Receita Federal não vai cobrar nada”, explica Nath.

“O trabalhador informal, a dona de uma pastelaria, de uma barraca de doce não serão prejudicados. Isso porque o governo já sabe quem é quem. Eles buscam aqueles que afirmam faturar R$ 15 mil mas, na verdade, faturam milhões e sonegam impostos.”

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Como prevenir golpes no PIX?

  • Proteja suas informações pessoais: não compartilhe sua chave Pix (CPF, e-mail, telefone ou chave aleatória) com pessoas desconhecidas ou em situações que não sejam confiáveis. Evite postar informações pessoais em redes sociais ou canais públicos que possam ser usadas para fraudes.
  • Verifique antes de transferir: sempre confira os dados do destinatário antes de concluir uma transação. Golpistas podem se passar por conhecidos ou empresas confiáveis. Prefira usar chaves Pix verificadas diretamente com o destinatário.
  • Fique atento a mensagens falsas: desconfie de ofertas muito boas, como prêmios, sorteios ou descontos que exigem um pagamento imediato via Pix. Não clique em links enviados por mensagens ou e-mails suspeitos que prometam vantagens financeiras.
  • Habilite a autenticação de segurança: use a autenticação em duas etapas (2FA) no aplicativo do seu banco. Configure limites de transações e notificações automáticas para acompanhar as movimentações da sua conta.
  • Cuidado com ligações e pedidos urgentes: golpistas podem se passar por representantes de bancos ou conhecidos para pedir transferências. Confirme diretamente com a pessoa ou instituição antes de realizar qualquer pagamento.
  • Use redes seguras: realize transações apenas em redes Wi-Fi seguras e evite usar Wi-Fi público para acessar apps bancários.

O que é Pix?

O Pix é um sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central do Brasil e lançado em novembro de 2020. Ele permite transferências em tempo real, funcionando 24 horas por dia, todos os dias do ano, incluindo feriados e finais de semana. As transações são concluídas em poucos segundos e podem ser feitas entre pessoas físicas, empresas e até para o governo, sem a cobrança de tarifas para a maioria dos usuários pessoa física.

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