Ícone de fechar alerta de notificações
Avatar do usuário logado
Usuário

Usuário

email@usuario.com.br
Oferta Relâmpago: Claudia por apenas 7,99

Chile terá primeira Constituição no mundo com igualdade de gênero

Movimento feminista foi fundamental para a paridade entre homens e mulheres na eleição da Assembleia Constituinte

Por Sarah Catherine Seles
18 Maio 2021, 17h23 • Atualizado em 18 Maio 2021, 18h59
chile
 ( Foto: Getty / Reprodução / Arte: Karoline Souza/CLAUDIA)
Continua após publicidade
  • No último final de semana, o Chile realizou uma das eleições mais importantes desde o período da ditadura militar no país, que chegou ao fim em março de 1990. Além de votarem para governadores, prefeitos e vereadores, a população chilena elegeu os membros da Assembleia Constituinte, que irá reescrever a Constituição do país.

    O protagonismo feminino na nova Constituinte chilena é inédito, o país será o primeiro no mundo a escrever uma Constituição com igualdade entre homens e mulheres. Dos 155 membros que integrarão a comissão, 78 são homens e 77 mulheres. No total, há 1.373 candidaturas, sendo 699 de mulheres e 674 de homens.

    A Constituição chilena passará por mudanças por decisão popular. No final de 2019 e início de 2020, uma série de manifestações pressionaram o governo de Sebastián Piñera, que apostou na saída institucional para a mudança constitucional, por meio de um plebiscito.

    Então, em outubro do ano passado, o plebiscito foi realizado e 78% da população votou a favor da mudança, que irá ocorrer por meio de um processo democrático. A atual Carta Magna foi elaborada durante a ditadura de Augusto Pinochet, em 1980, e apesar de ter passado por 53 reformas, ainda não agradava a população.

    Em março deste ano, uma lei que garante a igualdade entre os gêneros foi sancionada. As candidatas mulheres foram as mais votadas nas eleições, mas a lei, estabelecida para evitar que a presença masculina fosse predominante, não permitiu que todas assumissem os cargos. A medida acabou beneficiando os homens, já que mais mulheres do que os homens cederam cargos.

    Continua após a publicidade

    Francisca Rodriguez, do Coletivo Viento Feminista, da cidade chilena de Lebu, comenta que a participação e o movimento feminista estão ganhando força, o que reflete nos votos dos cidadãos. “A verdade é que o feminismo está cada vez mais presente nos espaços públicos, não só em termos de processo constituinte, mas também em cargos públicos como prefeitos e governadores”, afirma ela.

    coletivo Chile
    Coletivo Viento Feminista apoia nova Constituição e equidade de gênero por meio das redes sociais (Arquivo Pessoal/Reprodução)

    De acordo com a ativista, nas eleições “ficou evidenciada a representatividade que o feminismo significa em nossa sociedade”. Como muitas mulheres eleitas estão ligadas ao feminismo, ela e seu coletivo estão felizes e “em paz de espírito”, esperando que “esta nova constituição represente e defenda os direitos fundamentais da sociedade de forma equitativa para homens e mulheres”.

    Continua após a publicidade

    Além disso, das 155 cadeiras da Assembleia Constituinte, 17 serão ocupadas pelos povos originários chilenos, que representam 12,8% da população chilena – a maioria das cadeiras será ocupada por mulheres indígenas. “Isso mostra que as mulheres têm as competências necessárias para liderar e que também temos o direito de ocupar esses espaços que sempre foram reservados aos homens“, afirma Francisca.

    “Estamos felizes pelo reconhecimento dos povos indígenas e esperamos que as diferentes culturas do povo chileno se afirmem para continuar a luta contra a desigualdade de oportunidades e acabar com a segregação social”, conclui a chilena.

    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    OFERTA RELÂMPAGO

    Digital Completo

    Moda, beleza, autoconhecimento, mais de 11 mil receitas testadas e aprovadas, previsões diárias, semanais e mensais de astrologia!
    De: R$ 16,90/mês Apenas R$ 1,99/mês
    RESOLUÇÕES ANO NOVO

    Revista em Casa + Digital Completo

    Receba Claudia impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*
    De: R$ 26,90/mês
    A partir de R$ 9,90/mês

    *Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
    *Pagamento único anual de R$23,88, equivalente a R$1,99/mês.