Sem o protagonista na final, BBB16 entra para a história com o vencedor mais jovem
Reality chega ao fim com disputa entre o carisma de Munik e a sorte de Maria Claudia e independente de quem vencer um recorde será quebrado: nunca alguém tão jovem venceu o programa
Se tem algo que é possível afirmar sem medo após os três meses de confinamento é que a décima sexta edição do Big Brother Brasil chega ao final nesta terça-feira, 5, com uma dupla de finalistas inesperada. Ou quem poderia imaginar que teríamos disputando o prêmio de R$ 1,5 milhão as duas participantes mais jovens de toda a seleção?
Autêntica anti-heroína, Ana Paula deixa o BBB e gera repercussão nas redes sociais
A verdade é que a edição atual do programa começou fria, mas esquentou com a desistência de Alan, ainda em fevereiro. Foi a saída do professor que possibilitou o falso paredão que alçou Ana Paula ao título de protagonista da edição. A partir do momento em que retornou ao confinamento sob gritos histéricos de “olha ela”, a mineira coordenou as disputas dentro e fora da casa. Justiceira, foi eliminando seus desafetos um a um e mesmo expulsa após agredir Renan, ainda continuou ditando quem continuava e quem saia da casa.
A mineira, mesmo sem o prêmio máximo desta edição, será marcada como a vencedora espiritual do reality principalmente porque foi a responsável pelos plot twists e pelos incontáveis memes e bordões repetidos à exaustão nas redes sociais. Fora da casa ganhou protagonismo como repórter do Video Show e passeou pela programação global como há muito tempo não acontecia com um ex-BBB. Agora, chega a cobrar R$ 30 mil pela simples presença em um evento.
A eliminação de Ronan na reta final do programa mostra que coube a Munik a herança direta de todo esse carisma. Sempre sorridente, de bem com a vida, e sem muitos filtros, a sister se jogou no que o confinamento oferecia, seja rebolando até o chão nas festas em que via o dia clarear, seja discutindo em rede nacional quando contrariada. Munik aproveitou a amizade com Ana Paula e abusou da facilidade para se adaptar à casa em todas as suas configurações. Sem muito mimimi, ela renovou laços e manteve uma convivência cordial com tudo e todos – algo que certamente faltou ao curitibano, sobretudo no início do jogo.
A presença de Cacau foi o toque do destino, da sorte, o acaso na disputa. Ou, como justificar uma participante que chegou até a final conquistando duas lideranças seguidas na reta final sem ir ao paredão sequer uma vez? É bem verdade que a potiguar é um dos personagens mais interessantes desta edição, símbolo da geração que faz birra na frente das câmeras e cria na internet seu único lugar seguro.
Na disputa entre o acaso e o carisma, vale lembrar que o Big Brother Brasil não é um jogo de azar. Mas, depois de uma final tão surpreendente, quem vai se impressionar caso o resultado também destrua todas as lógicas?