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Elliot Page, ator de X-Men, se declara homem trans

O anúncio chamou atenção também para a violência contra a comunidade trans

Por Da Redação
1 dez 2020, 17h00 • Atualizado em 1 dez 2020, 21h57
 (Jason LaVeris/Getty Images)
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  • Estrela de  The Umbrella Academy e X-Men e A Origem,  Elliot Page, 33 anos, passou por uma importante transformação.

    Hoje, terça-feira (1), anunciou através da sua conta no Twitter que não se identifica mais com o gênero feminino, e agora é um homem trans. “Gostaria de compartilhar com vocês que sou trans, meus pronomes são ele/eles e meu nome é Elliot”, escreveu ele. 

    A novidade compartilhada por ele levou os fãs a apoiarem a decisão, e muitos disseram estar orgulhosos. “Não tenho palavras para expressar como é incrível finalmente amar quem eu sou o suficiente para buscar meu autêntico eu”. 

    A revelação do ator também chamou atenção para a violência contra transgêneros e os números crescentes de casos em 2020. “Minha alegria é real, mas também é frágil. A verdade é que, embora eu sinta uma profunda alegria nesse momento e sabendo quanto privilégio tenho, eu também sinto medo. Sinto medo pela invasão, pelo ódio, pelas ‘piadas’ e pela violência”.

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    O ator cita ainda que mulheres trans negras latinas estão ainda mais expostas ao ódio social. “As discriminações contra pessoas trans são abundantes, insidiosas e cruéis, resultando em consequências horríveis. Só em 2020 foram relatados que, pelo menos 40 pessoas transexuais foram assassinadas, a maioria delas era mulher trans negra e latina.”

    No ano de 2014, durante uma conferência de apoio a jovens gays em Las Vegas, Page teria se assumido homossexual. “Eu estou aqui hoje porque sou gay. E porque talvez eu possa fazer alguma diferença”, disse, que na época arrancou aplausos de todos.

    Leia a carta de Elliot na íntegra:

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    “Olá, amigos, quero compartilhar com vocês que sou trans, meus pronomes são ele/eles e meu nome é Elliot. Eu me sinto com sorte por estar escrevendo isso. Estar aqui. Por ter chegado a esse ponto da minha vida. Sinto uma imensa gratidão pelas pessoas incríveis que me apoiaram ao longo desta jornada. Eu não posso começar a expressar como é notável finalmente amar quem eu sou o suficiente para buscar meu eu autêntico. Tenho sido infinitamente inspirado por tantos na comunidade trans. Obrigado por sua coragem, sua generosidade e trabalho incessante para tornar este mundo um lugar mais inclusivo e compassivo. Oferecei todo o apoio que puder e continuarei a lutar por uma sociedade mais amorosa e igualitária.
    Também peço paciência. Minha alegria é real, mas também é frágil. A verdade é que, embora eu sinta uma profunda alegria nesse momento e sabendo quanto privilégio tenho, eu também sinto medo. Sinto medo pela invasão, pelo ódio, pelas ‘piadas’ e pela violência. Para ser claro, não estou tentando abafar um momento de alegria e que eu celebre, mas quero abordar o quadro completo.
    As estáticas são impressionantes. A discriminação contra pessoas trans é generalizada, insidiosa e cruel, resultando em consequências horríveis. Só em 2020 foi relatado que pelo menos 40 pessoas trans foram assassinadas, a maioria das quais eram mulheres trans negras e latinas. Aos líderes políticos que trabalham para criminalizar a saúde trans e negar nosso direito de existir e a todos aqueles com uma plataforma massiva que continuam a vomitar hostilidade contra a comunidade trans: vocês têm sangue nas mãos. Você libera uma fúria de uma raiva vil e humilhante que cai sobre os ombros da comunidade na qual 40% dos adultos trans relatam tentativas de suicídio. Já é suficiente. Você não está sendo ‘cancelado’, está prejudicando as pessoas. Eu sou uma dessas pessoas e não ficaremos caladas diante de seus ataques. Eu amo ser trans. E eu amo ser queer. E quanto mais eu me mantenho perto e abraço totalmente quem eu sou, mais eu sonho, mais meu coração cresce e mais eu prospero. A todas as pessoas trans que lidam com assédio, autoaversão, abuso e ameaça de violência todos os dias: Eu vejo vocês, amo vocês e farei tudo o que puder para mudar este mundo para melhor.”

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