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Conheça a beleza do lar de Marina Santa Helena e Emicida

Entre a rigidez do concreto e a vivacidade da natureza, há um lar propício para recarregar as energias

Por Marina Marques
21 dez 2024, 09h00
Casa de Marina Santa Helena e Emicida
Há 18 anos em São Paulo, a belenense Marina Santa Helena encontrou num lar rodeado pela mata um espaço de acolhimento (Breno da Matta/CLAUDIA)
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A vida de Marina Santa Helena é marcada pelos contrastes. Por anos, atuou como personal stylist, mas gosta mesmo é de andar descalça em casa. Está à frente de um dos podcasts de maior sucesso no Brasil, mas ama apreciar o silêncio característico de um lar rodeado pela mata. Formou-se em arquitetura, no entanto encara a construção de sua morada de forma muito orgânica, sendo a horta da casa um dos seus espaços favoritos.

A trajetória de Marina Santa Helena

Marina Santa Helena
A casa foi toda planejada para dar protagonismo ao verde, já que o espaço é rodeado pela mata. É nesse ambiente que Marina busca um refresco para a rotina agitada (Breno da Matta/CLAUDIA)

Natural de Belém, Marina migrou para São Paulo há 18 anos e trabalhou em áreas diferentes entre si, mas sempre atreladas à comunicação. Ganhou notoriedade por sua passagem em canais como a MTV Brasil e Mix TV, no papel de apresentadora, e também por sua trajetória na moda, na qual foi responsável pelo figurino de artistas do ramo da música.

Em 2014, tornou-se cofundadora e apresentadora do podcast Um Milkshake Chamado Wanda, onde fala sobre cultura pop ao lado de Phelipe Cruz e Samir Duarte. Além disso, desde 2019, toca ainda outro projeto audiovisual: o Estilo Possível.

Nos episódios, Marina resgata sua paixão pela moda com reflexões, principalmente sobre consumo consciente. “Fiz 40 anos, então, estou num momento de revisar muitas coisas da minha vida. Isso de mudar de carreira para mim foi um problema por muito tempo. Mas, olhando para trás, acho que tudo se conecta. No final das contas, está todo mundo querendo se comunicar melhor, querendo traduzir a sua personalidade por meio das roupas.”

A mudança para São Paulo e o novo lar

Quando mudou-se com a família para a Região Metropolitana de São Paulo, em 2017, o desejo era de se conectar ainda mais consigo mesma e, de quebra, ter um espaço maior para vivenciar os momentos com familiares e amigos. “Esta é uma casa que tem uma história especial porque a gente veio morar aqui quando eu estava grávida”, conta a criadora de conteúdo.

Marina vive com o marido, o rapper Emicida, a filha do casal e sua enteada. “Eu tinha trauma de reforma e ele também, então decidimos procurar uma casa que estivesse pronta para morar”, relembra. Contudo, pouco depois, descobriram que a estrutura do lar não estava exatamente do jeito que imaginavam.

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Sala de Marina Santa Helena
Na sala, são os livros que emolduram o estar. Paixão dos moradores, eles foram divididos entre ficção e não ficção (Breno da Matta/CLAUDIA)

A necessidade de Marina e Emicida reformarem a casa nova

“Na pandemia, quando a gente ficou mais tempo em casa, vimos que havia muitos problemas. Eu gosto de fazer festa no Natal e, faltando uma semana para a data, o teto do banheiro simplesmente desabou. Ninguém se machucou, mas foi horrível. Então, tivemos que reformar o banheiro inteiro e comprar tudo de novo em uma semana.” E foi assim que veio a decisão de colocar tudo para baixo e construir o lar praticamente do zero.

Num projeto inspirado pelo estilo brutalista, os revestimentos são de um cinza que se mescla às flores, plantas e árvores, dando protagonismo à natureza. O trabalho foi executado por um estúdio, mas Marina, como arquiteta, fez questão de dar seus pitacos, principalmente sobre os usos dos espaços. “A casa tinha cômodos que não se relacionavam bem entre si, então quis opinar bastante nisso e a mudança foi grande”, conta sobre o quebra-quebra.

Com as alterações da estrutura, o espaço ganhou uma cozinha integrada ao estar, o escritório virou sala e a sala virou quarto — tudo para facilitar a circulação e acolher melhor as visitas. “Eu recebo muitos convites para eventos aos finais de semana, mas preciso avaliar muito bem, porque quero ficar com a minha família, cozinhar… Enfrentar o trânsito e ir para a capital é um desgaste pela distância, e eu sempre tenho vontade de voltar correndo para casa”, relata.

Jardim de Marina Santa Helena e Emicida
No deck, ponto mais alto da casa, a moradora teve a ideia de inserir um sofá. Quando precisa aflorar a criatividade, leva o computador para trabalhar apreciando a vista (Breno da Matta/CLAUDIA)
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A relação de Marina com a decoração

O questionamento sobre moda e consumo que Marina sempre traz para os episódios do Estilo Possível também aparecem na sua relação com a decoração. Fã do garimpo, a apresentadora tem uma ligação de apego com alguns móveis, e exatamente por isso os carrega por tanto tempo.

“Eu tenho uma dificuldade muito grande de me desfazer de peças que já estão há muito tempo na família. Na mudança, tive que pensar bastante sobre o que gostaria de manter.” Para encontrar um contraponto entre o amor pelos objetos antigos e a nova fase da casa, Marina recorre ao upcycling.

“Eu reformei poltronas, dois sofás e mandei fazer um outro sob medida. Já que vai durar a vida inteira, fiz bem com nossa cara. Tem algumas poltronas que estão aqui que já não fazem sentido, mas eu não queria me desfazer. Acho que dá para a gente achar um novo uso. Tenho também tapetes de segunda mão… É para esse tipo de coisa que eu gosto de olhar, de encontrar itens antigos e trazer para cá.” 

Entretanto, o apego maior da moradora está num baú de madeira maciça — e não é sobre o que está dentro dele, mas sim a parte externa. A peça, toda entalhada à mão, foi um presente do pai quando ela nasceu. “Se a casa pegar fogo, eu vou ter que levar esse baú, vai ser a única coisa”, ri de si mesma.

Sala de Marina Santa Helena
O baú de madeira maciça foi feito pelas mãos do pai de Marina — um presente dado à filha quando era pequena (Breno da Matta/CLAUDIA)
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Seu pai, Rui Santa Helena, foi artista plástico e deixou como legado esculturas e outras criações espalhadas pela casa da filha. “Eu não sou alguém do tipo: ‘Precisa ser desse jeito’. Na reforma, foi tudo muito simples. O escritório [de arquitetura], por exemplo, sugeriu aplicar ladrilhos diferentes. Falei: ‘Não, gente. Vamos colocar o mesmo na casa inteira, tá tudo bem!’. A gente não precisa inventar de fazer um cômodo diferente do outro”, conta.

A horta de Marina Santa Helena e Emicida

A menina dos olhos da moradia está no exterior do terreno, mais precisamente depois que se passa por uma charmosa porteira de madeira. É ali que Marina e o marido criaram um espaço generoso para uma horta. O setor reservado para as verduras, legumes e raízes ainda está em processo de oxigenação do solo, mas ao redor é possível encontrar as mais diferentes espécies de flores, plantas e suculentas frutas: manga, maracujá, amora e tantos outros plantios prontos para irem para o almoço da família e lanchinho das crianças.

Jardim de Marina Santa Helena
A horta ainda está em processo de construção. Mas, em breve, irá fornecer aos moradores todo tipo de vegetais, frutas e raízes (Breno da Matta/CLAUDIA)

“Eu acho que a coisa que eu presto mais atenção é o verde que tem aqui. É uma casa com muito vidro, iluminação natural e eu acho que as plantas se integram muito bem ao cenário. Isso dá essa sensação de ‘ah, tá tudo bem, nem preciso ter a nova tendência de decoração’. Elas cumprem esse papel.”

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