6 livros curtos para criar o hábito de leitura em 2025
Esta lista pode te ajudar a enriquecer o seu cotidiano, a ampliar horizontes e a alimentar a criatividade

A literatura é uma das formas mais eficazes de ampliar horizontes, exercitar a empatia e alimentar a criatividade. Mesmo em um mundo acelerado e repleto de distrações digitais, dedicar alguns minutos por dia a um livro pode trazer benefícios que vão muito além do entretenimento, como a redução do estresse, o aprimoramento do vocabulário, o fortalecimento da concentração e até a melhora da saúde mental.
E o melhor: não é preciso começar com grandes volumes ou obras densas. Edições mais curtas podem ser a porta de entrada ideal para quem deseja cultivar o prazer por publicações sem se sentir sobrecarregado. Abaixo, veja as melhores opções disponíveis na Amazon:
Ainda estou aqui, por Marcelo Rubens Paiva
Eunice Paiva é uma mulher de muitas vidas. Casada com o deputado Rubens Paiva, esteve ao seu lado quando foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio à dor, ela se reinventou. Voltou a estudar, tornou-se advogada, defensora dos direitos indígenas. Nunca chorou na frente das câmeras.
Ao falar de Eunice, e de sua última luta, desta vez contra o Alzheimer, Marcelo Rubens Paiva fala também da memória, da infância e do filho. E mergulha num momento obscuro da história recente brasileira para contar ― e tentar entender ― o que de fato ocorreu com Rubens Paiva, seu pai, naquele janeiro de 1971. A obra inspirou o filme homônimo, já vencedor de diversos prêmios de cinema.
A morte é um dia que vale a pena viver, por Ana Claudia Quintana Arantes
Em 2012, Ana Claudia Quintana Arantes deu uma palestra ao TED que rapidamente viralizou, ultrapassando a marca de 3,8 milhões de visualizações. A última fala do vídeo, “A morte é um dia que vale a pena viver”, se tornou o título do livro que, desde seu lançamento em 2016, vem conquistando um público cada vez maior.
Segundo ela, o que deveria nos assustar não é a morte em si, mas a possibilidade de chegarmos ao fim da vida sem aproveitá-la, de não usarmos nosso tempo da maneira que gostaríamos. Invertendo a perspectiva do senso comum, somos levados a repensar nossa própria existência e a oferecer às pessoas ao redor a oportunidade de viverem bem até o dia de sua partida.
Em vez de medo e angústia, devemos aceitar nossa essência para que o fim seja apenas o término natural de uma caminhada.
Melhor do que nos filmes, por Lynn Painter
Elizabeth Buxbaum sempre soube que seu vizinho não seria um bom namorado. Apesar de todos acharem Wesley Bennett simpático e muito bonito, Liz tinha certeza de que, na verdade, ele era um chato de galochas. Mas Michael Young era diferente. O amor de infância de Liz estava à altura dos protagonistas das comédias românticas que ela tanto gostava, só que havia se mudado para longe quando os dois ainda eram crianças. Dez anos depois, ele estava de volta, mais lindo e charmoso do que nunca.
Esbarrar com o garoto na escola foi como um sinal do universo. O último ano do ensino médio clamava por acontecimentos grandiosos, um baile inesquecível e momentos apaixonantes.
Por isso, como uma boa romântica incurável, Liz estava determinada a fazer qualquer coisa para conquistar o verdadeiro amor. Até mesmo pedir ajuda ao vizinho irritante. O plano era infalível: fazer com que Michael notasse sua existência e a convidasse para o tão sonhado baile de formatura.
Mas à medida que Wes e Liz se aproximam, ela vai questionar tudo o que sabe sobre o amor e descobrir que talvez seu “felizes para sempre” seja surpreendente ― e melhor do que ela poderia imaginar.
A árvore mais sozinha do mundo, por Mariana Salomão Carrara
Em uma pequena roça no Sul do país, a vida segue o seu curso. O cultivo do tabaco dá sustento a Guerlinda, Carlos e seus filhos, que dia após dia enfrentam as oscilações da natureza, esguichando venenos e adubando as vergas para que as folhas cresçam e atinjam a qualidade ideal.
Na angústia da espera ― e em meio a investidas das poderosas empresas que dominam o mercado fumicultor ―, ainda é preciso decifrar os códigos da infância e da adolescência e aprender a complexa linguagem do amor.
Alice, a filha mais velha, deseja participar do tradicional concurso de beleza Musa do Sol, e sua resistência ao trabalho inflama a difícil relação com a mãe; Maria é a irmã do meio e a única que frequenta a escola, porém vive em um mundo à parte; e Pedrinho, com seus quase três anos, ainda não conseguiu falar, mas já participa da rotina nas plantações entre as densas nuvens de agrotóxico, que em tudo se infiltra.
Quando chega a época da colheita, os dias se transformam e a família recebe ajuda da mãe de Guerlinda, Elvira, que mesmo com seus estímulos e sua peculiar ternura parece incapaz de emendar a casa tomada por silêncios incômodos e perdas iminentes.
Neste romance, Carrara joga com as formas narrativas e constrói o enredo a partir da visão de objetos que rodeiam a casa: o espelho lusitano, na sala; a roupa de proteção, que acompanha os filhos na lida com os defensivos agrícolas; a velha caminhonete Rural da família; e a árvore que observa tudo do alto, no quintal em frente à propriedade. Com uma prosa a um só tempo corrosiva e calorosa, que destila um humanismo inabalável.
A louca da casa, por Rosa Montero
Uma meditação arrebatadora ― repleta de humor e empatia ― sobre a fantasia e os sonhos, sobre a loucura e a paixão, sobre os medos e as dúvidas dos escritores, mas também de todos nós, leitores. Livro consagrado universalmente e merecedor de diversos prêmios é, acima de tudo, a ardente história de amor e salvação entre Rosa Montero e sua própria (e fervilhante) imaginação.
“De fato, escrever romances foi o que já encontrei de mais parecido a me apaixonar (ou melhor, a única coisa parecida), com a considerável vantagem de que a escrita não precisa da colaboração de outra pessoa. Por exemplo, quando você está submerso em uma paixão, vive obcecado pela pessoa amada, a ponto de pensar nela o dia todo; ao escovar os dentes, você vê seu rosto flutuar no espelho; dirigindo, você se confunde de rua porque está obnubilado com sua lembrança; ao tentar dormir de noite, em vez de deslizar para o interior do sono, cai nos braços imaginários do amante. Pois então, quando está escrevendo um romance, vive no mesmo estado de delicioso alheamento: todo o seu pensamento se encontra ocupado pela obra e, assim que dispõe de um minuto, você mergulha mentalmente nela. Você também se engana de esquina quando dirige, porque, como o apaixonado, tem a alma entregue e em outro lugar.”
No final de um beco escuro, há um prédio antigo onde funcionam vários estabelecimentos. Um deles é a Clínica Kokoro, um lugar que apenas as almas que mais precisam de ajuda conseguem encontrar. A misteriosa clínica oferece um tratamento exclusivo ― e um tanto estranho ― para aqueles que chegam até lá: gatos.
Os pacientes muitas vezes ficam intrigados com essa prescrição nada convencional, mas quando “tomam” o animal pelo período recomendado, testemunham profundas transformações em suas vidas ― efeito colateral causado pelos gatinhos brincalhões, cativantes e de vez em quando bagunceiros.
Graças ao remédio milagroso ― e muito fofo ― receitado pelo excêntrico Dr. Nike e sua enfermeira mal-humorada, Chitose, um corretor de investimentos se depara com uma alegria inesperada após ser demitido; um homem de meia-idade encontra paz no trabalho e em casa; uma mãe cansada se reconecta com a filha; uma designer de bolsas aprende finalmente a relaxar; e uma gueixa abalada pela perda de sua gata descobre como seguir em frente.
À medida que os pacientes da clínica lidam com seus conflitos internos e buscam soluções, os companheiros felinos os conduzem à cura e lhes mostram que, às vezes, tudo o que você precisa é do amor de um gato.
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