Essas 2 frutas são proibidas no Brasil (e quase ninguém sabe por quê)
Entre riscos à saúde, tradição cultural e ciência, entenda por que noni e ackee não são liberadas como alimentos comuns no país
A ideia de “fruta proibida” sempre desperta curiosidade e, no Brasil, ela não é totalmente mito. Embora não exista uma lista extensa de frutas banidas, duas chamam atenção por terem restrições claras e bem documentadas: a noni e a ackee.
Os motivos passam por segurança alimentar, toxicidade natural e ausência de comprovação científica suficiente, e envolvem decisões regulatórias baseadas em estudos e relatos médicos. Veja a seguir:
1. Noni
A noni (Morinda citrifolia) é uma fruta de aparência exótica e cheiro marcante, amplamente associada à medicina tradicional em regiões do Pacífico e do Sudeste Asiático.
Em culturas polinésias e havaianas, ela é considerada uma planta de valor espiritual e medicinal, usada há séculos em rituais e tratamentos naturais.
Por isso, muitas vezes aparece descrita como uma fruta “sagrada”, ligada à ideia de cura, proteção e equilíbrio.
No entanto, quando a noni começou a ganhar popularidade no Ocidente, especialmente em forma de sucos e suplementos, a ciência passou a observá-la com mais cautela.
Relatos clínicos publicados em revistas médicas internacionais associaram o consumo frequente de noni a casos de lesão hepática, incluindo episódios graves de hepatite tóxica. Embora esses relatos não provem que a fruta seja perigosamente tóxica para todos, eles foram suficientes para acender um alerta.
No Brasil, a Anvisa enquadrou a noni como “novo alimento”, categoria aplicada a ingredientes sem histórico de consumo seguro no país.
Isso significa que ela não pode ser comercializada livremente como alimento comum, a menos que estudos robustos comprovem sua segurança e eficácia.
Na prática, isso tornou a noni uma fruta restrita, não encontrada legalmente em feiras, mercados ou sucos vendidos ao público.
2. Ackee
A história da ackee (Blighia sapida) é ainda mais direta. Muito popular na Jamaica, onde é considerada a fruta nacional e ingrediente principal do prato típico “ackee and saltfish” — ela convive com um paradoxo: pode ser alimento ou veneno, dependendo do momento do consumo.
A ackee contém naturalmente uma toxina chamada hipoglicina A, presente principalmente quando a fruta está verde ou mal preparada.
Essa substância pode causar a chamada “doença do vômito jamaicano”, caracterizada por vômitos intensos, queda brusca de glicose no sangue, convulsões e, em casos extremos, morte.
Estudos científicos descrevem com clareza essa toxicidade e explicam que o risco desaparece apenas quando a fruta amadurece completamente e se abre sozinha na árvore.
Na Jamaica, esse conhecimento faz parte da cultura: a fruta só é consumida quando está totalmente madura, e há campanhas constantes de conscientização sobre o preparo correto.
Ainda assim, o risco levou países como Brasil e Estados Unidos a restringirem severamente a importação e a comercialização da ackee fresca, justamente para evitar intoxicações.
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