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Essas 2 frutas são proibidas no Brasil (e quase ninguém sabe por quê)

Entre riscos à saúde, tradição cultural e ciência, entenda por que noni e ackee não são liberadas como alimentos comuns no país

Por Da Redação
9 jan 2026, 16h00 •
Frutos de noni verdes sobre superfície de madeira, com um deles cortado ao meio, mostrando a polpa e as sementes, em ambiente natural.
A noni é uma fruta tropical associada à medicina tradicional, mas com comercialização restrita no Brasil por questões de segurança alimentar. (Getty/Getty Images)
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  • A ideia de “fruta proibida” sempre desperta curiosidade e, no Brasil, ela não é totalmente mito. Embora não exista uma lista extensa de frutas banidas, duas chamam atenção por terem restrições claras e bem documentadas: a noni e a ackee.

    Os motivos passam por segurança alimentar, toxicidade natural e ausência de comprovação científica suficiente, e envolvem decisões regulatórias baseadas em estudos e relatos médicos. Veja a seguir:

    1. Noni

    Fruta noni verde ainda no galho, com formigas sobre a superfície e folhas ao redor em ambiente tropical.
    A noni é uma fruta de origem tropical associada à medicina tradicional, mas com venda restrita no Brasil por questões de segurança alimentar. (Getty/Getty Images)

    A noni (Morinda citrifolia) é uma fruta de aparência exótica e cheiro marcante, amplamente associada à medicina tradicional em regiões do Pacífico e do Sudeste Asiático.

    Em culturas polinésias e havaianas, ela é considerada uma planta de valor espiritual e medicinal, usada há séculos em rituais e tratamentos naturais.

    Por isso, muitas vezes aparece descrita como uma fruta “sagrada”, ligada à ideia de cura, proteção e equilíbrio.

    No entanto, quando a noni começou a ganhar popularidade no Ocidente, especialmente em forma de sucos e suplementos, a ciência passou a observá-la com mais cautela.

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    Relatos clínicos publicados em revistas médicas internacionais associaram o consumo frequente de noni a casos de lesão hepática, incluindo episódios graves de hepatite tóxica. Embora esses relatos não provem que a fruta seja perigosamente tóxica para todos, eles foram suficientes para acender um alerta.

    No Brasil, a Anvisa enquadrou a noni como “novo alimento”, categoria aplicada a ingredientes sem histórico de consumo seguro no país.

    Isso significa que ela não pode ser comercializada livremente como alimento comum, a menos que estudos robustos comprovem sua segurança e eficácia.

    Na prática, isso tornou a noni uma fruta restrita, não encontrada legalmente em feiras, mercados ou sucos vendidos ao público.

    2. Ackee

    Frutos de ackee maduros ainda no galho, com casca avermelhada, cercados por folhas verdes em ambiente tropical.
    A ackee é a fruta nacional da Jamaica, mas tem venda proibida no Brasil por conter uma toxina que pode causar intoxicação quando consumida fora do ponto correto. (Getty/Getty Images)
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    A história da ackee (Blighia sapida) é ainda mais direta. Muito popular na Jamaica, onde é considerada a fruta nacional e ingrediente principal do prato típico “ackee and saltfish” — ela convive com um paradoxo: pode ser alimento ou veneno, dependendo do momento do consumo.

    A ackee contém naturalmente uma toxina chamada hipoglicina A, presente principalmente quando a fruta está verde ou mal preparada.

    Essa substância pode causar a chamada “doença do vômito jamaicano”, caracterizada por vômitos intensos, queda brusca de glicose no sangue, convulsões e, em casos extremos, morte.

    Estudos científicos descrevem com clareza essa toxicidade e explicam que o risco desaparece apenas quando a fruta amadurece completamente e se abre sozinha na árvore.

    Na Jamaica, esse conhecimento faz parte da cultura: a fruta só é consumida quando está totalmente madura, e há campanhas constantes de conscientização sobre o preparo correto.

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    Ainda assim, o risco levou países como Brasil e Estados Unidos a restringirem severamente a importação e a comercialização da ackee fresca, justamente para evitar intoxicações.

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