
Meu Deus do céu, já estamos em janeiro, e 2025 meteu três anos em poucos dias. Tudo que em 2024 foi arrastado, 2025 já transformou em um furacão de ensinamentos, belezas e mágicas. Mal aterrizei e lá estava ele: um e-mail de parceria. Assina aqui, assina ali, textos para escrever, “Oi, Cláudia”.
Enfim, começamos, né?
E já que o carnaval é em março, queria muito pedir ao presidente Lula que estendesse essas férias. Porque, sinceramente, é um corte muito seco entre estar no paraíso, tomando uma caipirinha de seriguela, e o gerente do banco te ligando para dizer: “Querida, estás louca? Vai ver a fatura do cartão.” Pois é, a vida real chama.
Não que ela não seja maravilhosa – ai, desculpa, estou positiva, talvez até positividade tóxica pós-Islândia. Se você for lá, aviso logo: ficarei longe, porque morrerei de ciúmes. Islândia agora é meu país favorito.
Desejo a todos e todas um ano cheio de Globo de Ouro para comemorar, muitas mulheres medalhistas, muitos prêmios para nós, mas também força para encarar os perrengues – porque, convenhamos, eles estarão por aí o tempo todo. Só peço que 2025 seja mais gentil que 2023 e 2024. Anos em que, quiçá, enlouquecemos todos, eu inclusa. Estejamos medicados e felizes, ou apenas medicados. Ou apenas felizes.
Dessa vez, entro no ano desejando sabedoria. Porque não adianta ter só amor, não. Tem que ter sabedoria para lidar com as coisas, para lidar com as pessoas, com “amorzinhos”. É preciso ter escuta. Escuta ativa, senão, não adianta nada.
Numa noite gelada em Reykjavik, jantando com um novo amigo, ele me perguntou sobre escrever sobre relacionamentos – e um jantar humorístico acabou ficando sério. Disse a ele que, antes de qualquer coisa, é preciso ter escuta ativa. Ouvir de verdade, com o coração, e não só para responder ou pedir desculpas automáticas. Porque a conta chega. Sempre chega.
Você pode colocar tudo debaixo do tapete, fugir para todos os bailes, ter os relacionamentos mais superficiais para se convencer de que está bem. Mas a conta chega. Pode ser amanhã ou daqui a cinco anos. Ela vem.
Também falei da gentileza. Cada dia mais, acredito que ela é o elemento essencial de qualquer relação – seja de amizade, amor ou trabalho. Pessoas gentis transformam o mundo. E o carinho, claro. Carinho consigo mesmo e com o outro.
Voltar para Você
Nessa minha autodescoberta, percebi o quanto é poderoso se amar. Não é só skincare – às vezes é, sim. E não é gastar com futilidades – mas, às vezes, também é. Tudo que te faz se sentir um pouquinho melhor, faça. Porque, de repente, esses pequenos gestos viram um furacão, e você se lembra de quem é.
A gente esquece, sabe? Esquece de nós mesmos. Normal. Às vezes, por muito tempo. Mas não tem problema. Retomar esse poder pessoal é delicioso. É maravilhoso. E eu desejo isso para vocês também.
Que em 2025 a gente volte para nós mesmos. Que não dependa do outro para existir, mas que também saiba escolher estar com o outro, se for para somar. Que a gente se complete por nós mesmos, mas que esbarre em alguém cujo “gostosinho” case com o nosso.
Que dure o tempo que tiver que durar. Que não doa. Que não pese.
Esse é meu desejo para mim e para vocês. Que voltemos para nós, que encontremos nossas chaves – porque isso é pessoal. Eu já encontrei algumas pequenas formas de voltar para mim, e é uma delícia. Espero que você encontre as suas também.
Começou o ano. Bora trabalhar. Bora pagar os boletos. Bora viver!
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