A catarata e a dentadura
Ao flertar, o melhor caminho, às vezes, pode ser a honestidade nua e crua

O papo silver nas rodinhas atuais é esse. Implante, reposição, check ups, operações. A gente percebe que envelheceu quando toma gosto por analisar o exame de sangue ao invés da carta de vinhos. As mulheres maduras são mais precavidas pois os homens quase sempre só procuram os médicos quando a situação já está ladeira abaixo.
Num date recente, a amiga ouviu do pretendente que o rala e rola- caso acontecesse – teria que lidar com bombinha peniana. Ela devolveu na mesma moeda alertando que não poderia fazer sexo oral nele por causa da recente operação de catarata.
E assim, num flerte quase prontuário, eles foram elencando suas mazelas e limitações. Não achei ruim apesar de um tanto brochante. Melhor assim. Sem surpresas. Conheço gente que nem faz mais questão de usar cola para prótese dentária. Já sai na rua sem a dentadura e os outros que lutem.
E vale para calcinha geriátrica para incontinência urinária ou mesmo aparelho de surdez para aquele ouvido cansado. Se você ainda se acha a última Coca Cola do deserto, reveja seu modus operandis. Mas nada te impede, aliás, até te incentivo à comprar um vibrador, um óleo essencial ou uma vela que derreta em seu corpo. Podemos estar cansados, mas não estamos mortos. Será que vende bengala na Shopee?
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