Angelina Jolie, Luciana Gimenez e atletas do MMA: forças femininas plurais
Os destaques da edição de maio e o que as mulheres que fazem parte dela têm a dizer
orte. É comum usarmos o adjetivo quando descrevemos mulheres. São tantas as situações em que ele cabe. Quando elas enfrentam uma doença, encaram as adversidades do mercado profissional enquanto criam os filhos, lidam com assédio, denunciam violências.
Uma mulher forte frequentemente bate de frente com um sistema que insiste em reafirmar que estamos deslocadas, que não pertencemos. Mulher na CPI? Não. Mulher em júri de caso de feminicídio? Não também. Mas as mulheres fortes reagem, resistem. São fortes aquelas que trabalham horas sem fim para garantir comida na mesa ou as que estão na linha de frente dessa pandemia que se prolonga.
Ao darmos o título de forte para uma mulher, contudo, esquecemos que ele é obrigatoriamente precedido por uma dificuldade. “Uma garota se torna uma mulher forte para se proteger, para sobreviver”, me falou Angelina Jolie, ao telefone.
Quebrada, humana, solitária: assim se descreveu a atriz que estampa nossa capa. A norte-americana que, em seus papéis, empunha armas e enfrenta inimigos maiores e mais numerosos; que é generosa ao se envolver em trabalhos humanitários pelo mundo; que é mãe de Maddox, Zahara, Shiloh, Pax, Vivienne e Knox, acorda de manhã achando que não faz o suficiente.
Infelizmente, talvez esse sentimento seja mais comum às mulheres do que a ideia de que são fortes. O rótulo de forte muitas vezes impede que abracemos e acolhamos as outras, que sejamos empáticas para perceber que só é forte quem precisa, diante de um cenário nada amigável.
Dica de ouro de Angelina (e que eu já coloquei em prática): fique de olho naquela sua amiga que parece estar dando conta de tudo. Às vezes, um telefonema, um “Oi, tudo bem?” já muda o dia dela – e o seu.
Antes de você conferir o papo completo com Angelina, quero dizer que há muitas outras mulheres compartilhando suas histórias nesta edição. Falamos com a apresentadora Luciana Gimenez sobre os ataques machistas que ela sofreu durante a vida e as sequelas que deixaram.
Conversamos com as atletas brasileiras de MMA, destaques em campeonatos como UFC e Bellator. Elas conquistam cinturões, levam seus bebês para o pódio e se organizam para abrir mais espaço para outras mulheres nos ringues.
Quem estiver precisando de um respiro visual e temático pode pular para a página 94, nosso Especial Casamento. A diretora de arte Lorena Baroni Bósio e a editora Marina Marques apresentam um belíssimo miniwedding que vai inspirar até quem nunca pensou em casar.
Meu desejo é que, ao terminar a edição, você sinta a mesma sensação de quando recebe a ligação de uma amiga: como se fosse envolvida num abraço apertado. Aliás, se tiver um tempo, peço que responda a pesquisa que preparamos para nossas leitoras no nosso site, assim mantemos a sintonia e ficamos cada vez mais próximas. Deixo também o meu e-mail e o perfil do Instagram, pra gente fazer trocas mais frequentes. Boa leitura!
Um beijo,
Isabella D’Ercole
EDITORA-CHEFE
isabella.dercole@abril.com.br
@isadercole
- Angelina está promovendo seu novo filme, Aqueles Que Me Desejam a Morte, que chega aos cinemas na quinta, dia 27.
- Inspirada por sua história, Luciana lança agora uma campanha de conscientização para evitar que outras mulheres sofram violências diversas.
- Apesar do destaque das brasileiras no MMA, a maioria delas acaba se mudando para os Estados Unidos, onde a estrutura de treino é melhor.