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Maskne: o que é e como tratar a acne causada pelo uso de máscaras

Além de hidratação e esfoliação, dermatologista indica troca de máscara facial durante o dia

Por Ana Luisa Cardoso
23 abr 2022, 08h07 •
maskne
O uso da máscara favorece a maskne: acne que surge perto dos lábios e queixo.  (Lordn/Getty Images)
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  • Muitas pessoas podem ter notado uma diferença na pele após o uso nos últimos dois anos de máscaras faciais, ferramentas importantes na prevenção do coronavírus. Seja por pequenas irritações ou acne que pipocaram na região da boca e rosto, essa mudança ganhou o nome de maskne (ou mascne, um mix entre as palavras máscara e acne). “Na verdade, maskne foi designado por causa da pandemia, e se trata de uma acne obstrutiva”, explica a dermatologista Fernanda Fuji, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. 

    Segundo a especialista, frequentemente a acne facial ocorre em uma região conhecida como zona T do rosto, que alcança o nariz e testa. Já a acne em mulher adulta, por exemplo, acontece no terço inferior da face. Já a maskne aparece onde a máscara facial toca, ao redor da boca e no nariz

    Uma das possíveis causas para o aparecimento desse tipo de acne tem relação com uma alteração do microbioma da pele, onde normalmente vivem bactérias da flora da nossa pele. Com a oclusão e atrito causados pelas máscaras, esse meio é alterado.  

    “Afeta a flora da pele até por bactérias da boca, da própria saliva, que ficam ali em contato com a máscara e faz com que outras bactérias se proliferem”. 

    Para evitar ou amenizar o aparecimento de maskne, a especialista recomenda o uso de máscara descartável no lugar das de pano. “As cirúrgicas são mais finas e respiráveis”, disse. “E a recomendação é que se troque duas vezes ao dia, na hora do almoço, por exemplo”. 

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    Fernanda também ressalta a importância em manter os cuidados com a pele em dia, com uso de sabonete facial e hidratante. “Hidratante facial é importante por causa do microbioma. A pele bem hidratada ajuda no não surgimento da acne”, disse. Sobre os tipos sabonetes, e possíveis usos de ácidos, a indicação é consultar o dermatologista. 

    “A gente avalia a pele do paciente, se estiver muito oleosa, podemos associar a um tipo de ácido na formulação do sabonete. Mas se a pele for mista ou mais sensibilizada, o que pode acontecer, a gente não coloca ácido. Isso depende de cada caso”, pontua. 

    Outro aliado para evitar maskne é a esfoliação, que pode ser feita uma vez por semana. A médica sugere que sejam evitadas soluções caseiras, portanto. “Hoje, existem produtos específicos na farmácia e são um pouco mais seguros que esfoliações caseiras, pelo risco de contaminação”, pontua. 

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